Sobre a sala de escape
Virgílio Marçal era um contrabandista português que aspirava ser navegador, ou um navegador condenado a ser contrabandista. Nunca viajava sem duas coisas: o seu chapéu cinzento e o sonho de encontrar um tesouro.
Lorenzo Lopez, um espanhol solitário e pouco simpático que fornecia mercadorias aos contrabandistas, tinha uma afinidade particular por Virgílio. Numa daquelas manhãs de negócio na fronteira, Virgílio não encontrou Lorenzo. No seu lugar havia uma carta com o nome de Virgílio e um endereço escrito num pequeno papel. Dizia: “Rua São Sebastião da Pedreira, 100A, Lisboa”. No interior do envelope, escrito a lápis, havia uma data e hora, seguida de uma nota claramente escrita com pressa, dizendo: – “Preciso de ti e dos teus parceiros para encontrar o mapa numa hora. Conto convosco, meu caro amigo.” Mas que mapa seria esse que Lorenzo queria que Virgílio encontrasse? E onde estava Lorenzo?
Afetado e intrigado pelo desaparecimento do amigo, sem saber o que iria encontrar, o nosso navegador/contrabandista rumou a Lisboa.
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